Com agosto a acabar, chegou a altura de reprogramar.
Os anúncios estão repletos de avisos para a compra de material escolar. Mas o voltar à escola não é apenas isso!
Tão importante como confirmar se temos todo o material, a mochila correta, agendar atividades extracurriculares, é garantir que a nossa criança está pronta para a escola.
Reprogramar a alimentação, é fundamental, assim como o sono. Fornecer condições base para o seu equilíbrio, são a chave para diminuir todo o nervosismo que sente ao voltar à escola, ou a encarar uma nova escola, novos amigos e/ou novos professores.
As crianças vivem neste mês de setembro um misto de emoções que requerem de nós pais e cuidadores um equilíbrio. E sejamos sinceros também nós, adultos, sentimos esta ansiedade do recomeço.
Reprogramar vai ajudar a equilibrar as emoções, diminuir as lágrimas e as dores de barriga do medo do incerto.
Vamos por isso, colocar as nossas crianças a dormir já em horário escolar, a fracionar as refeições como se na escola estivéssemos.
Relembrem-se, as crianças necessitam de saber para onde vão e o que os espera. Reforçar com as mesmas palavras diárias, como se num interminável relato futebolístico o que vai acontecer na escola.
Que o próximo ano letivo, seja repleto de sorrisos e aprendizagens!
Por definição a ecolalia traduz-se como a repetição de enunciados produzidos por outros. Podendo ser imediata – em vez de uma resposta ao como te chamas, repetir o como te chamas, ou tardia – repetir o que se lhe foi dito horas ou dias antes ou o que ouviu na televisão, fora do contexto da conversação.
Qualquer criança pode apresentar ecolalia durante um período da sua vida, pois ela faz parte do desenvolvimento da linguagem.
Repetir é o meio pelo qual aprendemos.
Já apresentar ecolalia por um longo período e não conseguir evoluir para outras etapas da comunicação e da interação do desenvolvimento linguístico, não é esperado ou adequado.
Ecolalia até os dois anos de idade, faz parte do processo de desenvolvimento da linguagem da criança, depois desta idade deveremos estar alertas e avaliar.
Uma boa comunicação envolve a troca de turno entre produtor e ouvinte, e isso só ocorre em conversas entre pares, tablets e jogos de consola, televisão não interagem nem permitem esta aprendizagem de troca de turno.
O desenvolvimento da linguagem implica interação com o outro, seja com os pares ou com o adulto.
Crescer implica uma série de etapas, começa pelo imitar, mas depois tudo tem de evoluir.
É com extremo orgulho e um largo sorriso que partilhamos com vocês todos, que somos parceiros!
Sorrir é muito mais do que uma programação neura motora de flexão de músculos faciais, que a ciência tão bem sabe descrever.
Sorrir de verdade, com a alma é o sorriso da emoção, aquele que os nossos Doutores Palhaços fazem com verdadeiramente emoção, devoção aparecer em todos os rostos de quem mais precisa.
Para mais sorrisos juntem-se a eles e a nós!
Mau comportamento, birra, teimosia, ou ausência de habilidades, comportamento típico da idade, imaturidade das funções executivas, ou sentirem-se desencorajadas?
O comportamento das crianças, nada mais é do que uma forma de comunicação… Não a que os adultos querem, mas por vezes (na sua maioria) a única de que as crianças são capazes naquele momento.
As crianças não desenvolvem autocontrole até os 3 anos e meio a 4 anos de idade, e mesmo assim elas ainda precisam de muita ajuda para controlar as suas emoções e impulsos.
Por muito que tenham uma boa capacidade de comunicação verbal, saibam de cor e salteado as regras que lhes foram instruídas, não são capazes de as cumprir na íntegra.

O que pode levar qualquer adulto à beira do desespero… levando a longos “sermões”, completamente desajustados à capacidade de concentração da criança.
Para ajudarmos as nossas crianças precisamos de saber o que esperar naquela determinada idade, ajudar a criança a aprender a controlar os seus impulsos e saber quais são as reais habilidades domina.
Para que a aprendizagem ocorra, ela precisa fazer sentido para a criança e tem de acontecer várias vezes.
A criança aprende por repetição!
O adulto necessita ser firme nos limites e gentil na condução, quer da birra, quer da instrução.
Precisamos ajudar a criança a sentir-se parte do núcleo familiar, a entender a sua importância e a sua posição na família.
A importância vem do sentimento de capacidade, de ser responsável e poder contribuir.
Quando a criança se sente aceite e importante ela desenvolve um sentido saudável de autovalororização, aprende habilidades sociais e de vida, autonomia, senso de capacidade, o respeito e a preocupação com os seus, empatia, responsabilidade, etc., de modo efetivo, acompanhando-a em toda a sua vida.
Vamos ser firmes no pedido de execução de uma tarefa pré combinada, e aceitar umas tarefas não tão bem executadas, como uns botões desalinhados, uma cama menos esticada, uma mesa com talheres errados, com um gentil agradecimento.
Mas sobretudo vamos repetir vezes sem conta a instrução… firme e gentilmente!
Juntos a ajudar os Pais neste momento de recomeço escolar.
Vamos todos encarar este momento como as nossas crianças, vivendo cada etapa com alegria.
Para um bom recomeço devemos :
– Ter rotinas de sono em dia, idas para a cama cedo, para que seja um acordar fácil e tranquilo.
Não esquecer que as luzes do ambiente são importantes e que o tempo de televisão ou de qualquer dispositivo eletrónico deve ser eliminado pelo menos meia hora antes de dormir.
– Antecipar o dia, relatar todas as etapas do que acontecerá no dia seguinte, permitem à criança interiorizar a situação e a sentir-se confiante.
– Reduzir o consumo de doces, aumentar o consumo de vegetais. Precisamos de crianças bem nutridas para uma vida saudável e uma aprendizagem feliz.
– Estimular tempos de atenção e concentração, assim como tempos de cadeira com uma boa postura. Que tal um puzzel em família, uma pintura ou um jogo de tabuleiro.
– Na continuação do antecipar o dia, vamos incluir o preparar de véspera mochilas, lancheiras, roupa (farda, batas, equipamento de ginástica). Se necessário criar listas do que devemos fazer, para que os mais novos possam assinalar
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– Usar um planificador de atividades, criado em família, que fique acessível aos olhos de todos, com cores diferentes para cada atividade. Se for fácil de consultar, vai ser fácil de usar.
Bom recomeço, dias felizes!
Noites interrompidas com crises de choro, gritos, agitação e ansiedade, fazem com que a criança não queira ficar sozinha na própria cama.
Estas situações podem ocorrer durante a infância de forma rotineira se não forem interrompidos determinados padrões.
As crianças não conseguem distinguir o que é sonho e o que é realidade e perpetuam o momento que estiveram a viver durante o sono, tornando-o demasiado assustador. Podem não conseguir relatar o que estavam a vivenciar o que lhes aumentar a agitação.
Os pais precisam no imediato transmitir tranquilidade, consolar e acalmar de modo que a criança se consiga acalmar, e só depois voltar a adormecer sem medo.
Muitos destes pesadelos podem estar relacionados com excesso de estímulos antes da hora de dormir. Desenhos animados demasiado violentos, brincadeiras que os deixam demasiado excitados, stress e até mesmo um excesso de açúcar em comidas e/ou bebidas.
As rotinas são essenciais para um bom sono.
Preparar o quarto com luz suave, sem televisão, telemóvel ou tablet. Com um contar de história ou conversa num tom de voz suave, música suave, permitir que a criança fique com um boneco ou mantinha do sono.