O segredo das respostas nos testes…

A vida também podia seguir a regra das quatro perguntas chave…

Quem? Onde? Quando e porquê? Quatro perguntas que se podem multiplicar (Como? Com quem? O quê?), transformar e sobretudo facilitar. Que nos ajudem a responder à questão: – são as respostas que estão erradas ou a perguntas?

Já estamos todos fartos de ver respostas erradas, escritas numa folha de teste, quando temos a certeza absoluta do quanto eles se esforçaram, do quanto sabiam em casa quando questionados, mas depois, aquela folha de papel frusta até o ser mais positivo do mundo.

Precisamos de guias de orientação para lidar com as situações, para saber ultrapassar dificuldades e/ou obstáculos e sobretudo para que a informação seja retida.

A construção de frases e/ou textos, requerem que as questões base (quatro ou outro número que vos seja ideal) se tornem mnemónicas perfeitas para que as ideias fiquem sempre ordenadas e retidas, e com isso a mensagem passe sem erros.

Quantas vezes os vemos ficarem perdidos no motivo, no sentido, isolados da mensagem que lhes queremos transmitir. A mensagem fica camuflada com os seus sentimentos e duvidas, deixa de ser clara, ao ponto de ficar totalmente incompreensível. Ficam com cara de paisagem a ver lábios a moverem-se e a pensar no motivo de ali estarem, mas a informação já foi, passou tão depressa que nem o tema principal já sabem, quanto mais esses detalhes minúsculos e muitas vezes sem relação com o seu dia-a-dia.

Se o interlocutor for gentil e atento, pode repetir a informação, mas volta a acontecer o mesmo. E de novo “são as respostas que estão erradas ou a perguntas?”.

É o assunto em si que está desfasado da realidade da criança, os nomes não fazem sentido e a utilidade da informação muito menos. Precisamos enquadrar todos os tópicos, mostrar o seu uso, explicar o significado de cada palavra, traduzir, simplificar, ajudar! Como se criássemos um roteiro. Fácil? Nem de longe!

As quatro perguntas base, podem ser uma ajuda. Se as utilizarmos não só para sabermos como foi o seu dia (sim nós questionamos, ou até mesmo inquerimos!), “Como foi o teu dia? O que almoçaste? Com quem estiveste? Onde foste depois das aulas? E por aí vamos…

Estas perguntas ajudam na construção de frases, organizam ideias, ajudam brilhantemente na construção de textos. Com a rotina criada de resposta às mesmas questões, estamos a permitir que o seu roteiro seja criado. Estabelecendo linhas orientadoras para toda a informação que lhes é transmitida.
Vamos desconstruir todos os temas, respondendo a estas mesmas questões.

Destruindo as torres de dificuldades, em pedaços, blocos de construção que podemos usar em outras construções. Peça a peça, conhecimento em conhecimento.

Experimentem este passo a passo, escrevam a pergunta, escrevam a resposta, criem o vosso roteiro.

Sara Lourenço Gomes – Dislexia Day by Day

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