O desenrolar das emoções

O desenrolar das emoções

Angústias, medos, inseguranças, sentimentos que são inexplicáveis para as crianças.

Só sabem que sentem, sentem muito, mas não se sabem expressar.

Pela idade podem lhes faltar as palavras que definem corretamente o que sentem, ou mais naturalmente pela idade faltam as capacidades executivas para saberem lidar com o que sentem.

Funções que permitem ter controlo, ter capacidade de iniciação, de persistência, de esforço, de inibição, de regulação e auto-avaliação de ações ou tarefas e muitas outras.

O corpo cresce, as brincadeiras evoluem, assim como o cérebro as suas capacidades também se desenvolvem.
Tanto falamos de desenvolvimento, aceitamos os centímetros do crescimento, a mudança de ano escolar, o cair dos dentes, mas exigimos comportamentos para os quais as crianças e o seu cérebro ainda não estão preparados.

É por isso que em caso de bloqueio, uma crise de choro, um incómodo que não passa, é importante acolher com amor, parar o questionamento deixar a criança se reorganizar.

Confortar e garantir que está tudo bem,  decifrar os seus sentimentos e válida-los.
Parar, respirar e explicar!

Reprogramar

Reprogramar

Com agosto a acabar, chegou a altura de reprogramar.

Os anúncios estão repletos de avisos para a compra de material escolar. Mas o voltar à escola não é apenas isso!

Tão importante como confirmar se temos todo o material, a mochila correta, agendar atividades extracurriculares, é garantir que a nossa criança está pronta para a escola.

Reprogramar a alimentação, é fundamental, assim como o sono. Fornecer condições base para o seu equilíbrio, são a chave para diminuir todo o nervosismo que sente ao voltar à escola, ou a encarar uma nova escola, novos amigos e/ou novos professores.

As crianças vivem neste mês de setembro um misto de emoções que requerem de nós pais e cuidadores um equilíbrio. E sejamos sinceros também nós, adultos, sentimos esta ansiedade do recomeço.

Reprogramar vai ajudar a equilibrar as emoções, diminuir as lágrimas e as dores de barriga do medo do incerto.

Vamos por isso, colocar as nossas crianças a dormir já em horário escolar, a fracionar as refeições como se na escola estivéssemos.

Relembrem-se, as crianças necessitam de saber para onde vão e o que os espera. Reforçar com as mesmas palavras diárias, como se num interminável relato futebolístico o que vai acontecer na escola.

Que o próximo ano letivo, seja repleto de sorrisos e aprendizagens!

Ecolalia – até quando o imitar/repetir é adequado?

Ecolalia – até quando o imitar/repetir é adequado?

Por definição a ecolalia traduz-se como a repetição de enunciados produzidos por outros. Podendo ser imediata – em vez de uma resposta ao como te chamas, repetir o como te chamas, ou tardia – repetir o que se lhe foi dito horas ou dias antes ou o que ouviu na televisão, fora do contexto da conversação.

Qualquer criança pode apresentar ecolalia durante um período da sua vida, pois ela faz parte do desenvolvimento da linguagem.

Repetir é o meio pelo qual aprendemos.

Já apresentar ecolalia por um longo período e não conseguir evoluir para outras etapas da comunicação e da interação do desenvolvimento linguístico, não é esperado ou adequado.

Ecolalia até os dois anos de idade, faz parte do processo de desenvolvimento da linguagem da criança, depois desta idade deveremos estar alertas e avaliar.

Uma boa comunicação envolve a troca de turno entre produtor e ouvinte, e isso só ocorre em conversas entre pares, tablets e jogos de consola, televisão não interagem nem permitem esta aprendizagem de troca de turno.

O desenvolvimento da linguagem implica interação com o outro, seja com os pares ou com o adulto.

Crescer implica uma série de etapas, começa pelo imitar, mas depois tudo tem de evoluir.

Parceiro Sorrisos

Parceiro Sorrisos

É com extremo orgulho e um largo sorriso que partilhamos com vocês todos, que somos parceiros!

Sorrir é muito mais do que uma programação neura motora de flexão de músculos faciais, que a ciência tão bem sabe descrever.

Sorrir de verdade, com a alma é o sorriso da emoção, aquele que os nossos Doutores Palhaços fazem com verdadeiramente emoção, devoção aparecer em todos os rostos de quem mais precisa.

Para mais sorrisos juntem-se a eles e a nós!

Ser firme gentilmente

Ser firme gentilmente

Mau comportamento, birra, teimosia,  ou ausência de habilidades, comportamento típico da idade, imaturidade das funções executivas, ou sentirem-se desencorajadas?

O comportamento das crianças, nada mais é do que uma forma de comunicação… Não a que os adultos querem, mas por vezes (na sua maioria) a única de que as crianças são capazes naquele momento.

As crianças não desenvolvem autocontrole até os 3 anos e meio a 4 anos de idade, e mesmo assim elas ainda precisam de muita ajuda para controlar as suas emoções e impulsos.

Por muito que tenham uma boa capacidade de comunicação verbal, saibam de cor e salteado as regras que lhes foram instruídas, não são capazes de as cumprir na íntegra.

O que pode levar qualquer adulto à beira do desespero… levando a longos “sermões”, completamente desajustados à capacidade de concentração da criança.

Para ajudarmos as nossas crianças precisamos de saber o que esperar naquela determinada idade, ajudar a criança a aprender a controlar os seus impulsos e saber quais são as reais habilidades domina.

 

Para que a aprendizagem ocorra, ela precisa fazer sentido para a criança e tem de acontecer várias vezes.

A criança aprende por repetição!

O adulto necessita ser firme nos limites e gentil na condução, quer da birra, quer da instrução.

Precisamos ajudar a criança a sentir-se parte do núcleo familiar, a entender a sua importância e a sua posição na família.

A importância vem do sentimento de capacidade, de ser responsável e poder contribuir.

Quando a criança se sente aceite e importante ela desenvolve um sentido saudável de autovalororização, aprende habilidades sociais e de vida, autonomia, senso de capacidade, o respeito e a preocupação com os seus, empatia, responsabilidade, etc., de modo efetivo, acompanhando-a em toda a sua vida.

Vamos ser firmes no pedido de execução de uma tarefa pré combinada, e aceitar umas tarefas não tão bem executadas, como uns botões desalinhados, uma cama menos esticada, uma mesa com talheres errados, com um gentil agradecimento.

Mas sobretudo vamos repetir vezes sem conta a instrução… firme e gentilmente!