Ninguém conhece um filho como os pais. Vamos alargar a definição de pais, para quem cuida com o amor que as crianças merecem.
Apesar de virem sem manual de instruções para nos ajudar a entendê-los, especialmente em momentos complicados, tentamos e lutamos diariamente para tornar a sua vida sempre mais feliz.
São conquistas feitas com amor incondicional, mas que pode desgastar-nos.
Quando pensamos que temos tudo dominado, crescem, ficam absorvidos pelas hormonas da adolescência e tudo recomeça, mas a adolescência fica para um próximo texto.
Mas para todos existe um caminho de descoberta. Os primeiros filhos são caixinhas de surpresa, que tentamos identificar e classificar com características dos pais.
Aos avós que só encontram coisas boas vindo do seu lado genético, ou os que reconhecem as traquinices que os seus próprios filhos os fizeram sofrerem há tantos!
Comparar é normal? Sim, claro que sim. Ocorre em todas as casas, mas as crianças são todas diferentes.
Comparações entre irmãos são menos divertidas. O importante é não verbalizar, em especial em momentos de tensão! “olha como a tua irmã se porta bem, e tu sempre com disparates!”, “o teu irmão é um despachado e tu sempre assim mole”.
Frases que marcam para uma vida inteira e que podem alterar a nossa autoestima e prejudicar o nosso autoconhecimento.
Cada criança tem as suas características, os seus gostos, as suas aptidões e as suas vontades. Não vamos ser extrovertidos ou tímidos só porque o nosso irmão o é, não vamos ser todos excelentes atletas, não vamos todos ter jeito para a música, dança, pintura e afins. E mesmo que tenhamos jeito para determinada coisa, não quer dizer que nos dê prazer.
Vamos reconhecer que felizmente não somos famílias de anúncio televisivo, ou de páginas de Instagram, que emanam perfeição, numa sequência de gargalhadas e sorrisos, de roupa sem nódoas perfeitamente engomada, de quem não veio cansado do trabalho, fez jantar, deu banhos, estendeu roupa, arrumou brinquedos espalhados por todo lado e ainda reviu trabalhos de casa.
Somos pessoas reais, que vivem a vida real, com problemas reais, e que em situações de tensão, dizemos coisas não sentidas, ou que temos noção que não são corretas. Fazemos comparações, nem que seja nos nossos pensamentos mais profundos.
Comparar, devemos apenas fazê-lo com os marcos de desenvolvimento, isso sim é importante. Saber se a cada passo do crescimento dos nossos filhos, precisam ou não de mais ajuda, de mais estimulação.
Entre irmãos as comparações são inevitáveis, a verbalização essa sim é evitável!








