Numa altura em que a tecnologia está (felizmente) ao acesso de qualquer um de nós, temos de encontrar um ponto de partida a que chamamos de ecrãs. Ecrãs são todos os objetos que emitem imagens com emissão de radiações ultravioleta e luz azul artificial.
Nestes vamos englobar, monitores de computador, telemóveis, tablets, televisões, consolas de jogos (portáteis ou não).
Mas quanto tempo é demasiado tempo quando falamos da exposição aos ecrãs.
A OMS é clara quanto às recomendações de exposição a ecrãs pelas nossas crianças, dos zero aos dois anos, zero horas de exposição, dos dois anos aos oito anos, uma hora diária.
Severos na sua recomendação? Nada disso!
A exposição a ecrãs fora destes parâmetros definidos pela OMS, tem consequências várias. Insónia, stress, ansiedade, agressividade, incapacidade de lidar com a frustração, impulsividade, dificuldade na autorregulação, obesidade, atraso do desenvolvimento motor, atraso do desenvolvimento da fala e da linguagem, incapacidade de compreensão do discurso do outro, dificuldade em entender a troca e turno das conversas, dificuldade em entender a hierarquia de regras, falta de atenção e de concentração, problemas de visão entre outros.
De pequena esta lista não tem nada, assim como não lhe falta complexidade.
Mas qual a solução? Voltarmos às cavernas? Isolarmo-nos do Mundo? Óbvio que não, mas a premissa também não pode ser “se não os podemos vencer, juntamo-nos a eles”!
Regras saudáveis devem ser estabelecidas de antemão.
Aviso de quanto tempo podem, que a escolha tem de ser feita, entre desenhos animados ou séries na televisão ou um jogo no tablet. Que entre a visualização devem ser feitas pausas, com outras atividades intercaladas pelo meio.
O conteúdo deve de ser supervisionado, de nada nos serve, que crianças no pico do seu desenvolvimento de linguagem, vejam vídeos estrangeiros, dos quais não entendem nada, ou que simplesmente sejam feitos por outras crianças, que têm construção frásica, ou produção articulatória completamente errada, que induz ao uso incorreto de palavras e à construção frásica errada.
Os Ecrãs devem estar abolidos nas últimas duas horas do dia, para prepararmos a qualidade do sono, bem como a quantidade de horas que devem dormir.
Agora que as consequências do excesso estão identificadas vamos todos treinar o tempo ideal de exposição!








